Série A 2026 · simulação Monte Carlo
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Chance de título
Quantos pontos dão o título?
Chance de título com cada pontuação final. Em destaque: 95% ou mais.
Os jogos que decidem
Risco de rebaixamento
“Faltam” = pontos para o risco chegar a 5% ou menos.
Quantos pontos livram da queda?
Risco de queda com cada pontuação final; “Média” junta todos os times. Em destaque: 5% ou menos.
Os jogos que decidem
Risco de rebaixamento de cada time conforme o resultado, nas simulações do cenário base.
E se…?
Fixe o resultado de qualquer jogo restante. O seu aparelho roda 30 mil temporadas de novo com esses resultados e atualiza o título, o rebaixamento, a tabela projetada e as posições finais. Um resultado fixado também conta como evidência sobre a força dos times, como aconteceria se o jogo tivesse sido disputado.
Onde cada time termina
Probabilidade de cada posição final; a legenda abaixo dá a faixa de cada cor. Toque numa casa para ver o número.
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Força dos times
Saldo de gols esperado por jogo contra um adversário médio da Série A 2026, metade em casa e metade fora. É o que o modelo usa para simular, e explica por que um time atrás na tabela pode ser favorito.
Como funciona
O modelo
Validação
| Previsão | RPS | Log-loss |
|---|---|---|
| Frequência histórica (mandante, empate, visitante) | 0,2198 | 1,054 |
| Só a temporada em curso, sem histórico | 0,2073 | 1,015 |
| Este modelo | 0,2055 | 1,010 |
Menor é melhor nas duas métricas. A vantagem sobre usar só a temporada em curso é pequena, cerca de 1%, e se manteve em 95% das reamostragens dos jogos.
Calibração: quando o modelo deu de 30% a 50% de chance a um evento de tabela (título, G4, G6 ou Z4), ele aconteceu 38% das vezes. De 70% a 90%, aconteceu 72%. Acima de 90%, 94%.
Força que muda com o tempo. Testei em 80 datas de corte de 2006 a 2025. Sem a oscilação, os pontos que os times realmente fizeram no resto do campeonato variaram mais do que o modelo previa, e a diferença era maior quanto mais longe estava o fim. Com a oscilação calibrada, a dispersão prevista passou a bater com a real em todas as distâncias.
| Rodadas por jogar | Sem oscilação | Com oscilação |
|---|---|---|
| Cerca de 28 | +9% | 0% |
| Cerca de 19 | +5% | 0% |
| Cerca de 10 | +2% | +1% |
| Cerca de 6 | +3% | +2% |
Quanto a dispersão real dos pontos no resto do campeonato superou a prevista (0% = calibrado).
Nas chances de título, G4 e Z4, o efeito foi pequeno: o log-loss dos eventos de tabela praticamente não mudou. A oscilação corrige sobretudo o excesso de confiança no começo do campeonato; perto do fim, ela quase não mexe nos números.
xG. Testei com o xG da Opta, publicado pelo FBref, de 2019 a 2025, em 28 datas de corte e do mesmo jeito que o modelo usa em 2026: o total de xG de cada time até a data de corte. O xG melhorou as previsões de tabela (título, G4, G6 e Z4) em 1,3% de log-loss, com melhora em 98% das reamostragens por temporada. Nos jogos isolados, o ganho foi quase nulo. A maior parte do ganho aparece na primeira metade do campeonato.
| Versão | Jogos | Tabela |
|---|---|---|
| Só gols | — | — |
| xG total por time, peso 1 (publicado) | −0,14% | −1,3% |
| xG total por time, peso 2 | −0,18% | −1,8% |
| xG jogo a jogo, peso 1 | −0,19% | −2,2% |
Variação do log-loss em relação ao modelo só com gols (negativo = melhor). Pesos maiores e o xG jogo a jogo ganharam um pouco mais na média, mas com resultados menos consistentes entre temporadas.
| Temporada | Campeão | Chance dada | Favorito |
|---|
Chance de título que o modelo dava ao campeão com cerca de 66 jogos para o fim, de seis a sete rodadas antes do término.
O que testei e ficou de fora
- Mando de campo próprio de cada time, além do mando médio da liga: não melhorou as previsões no backtest. A diferença entre times parece ruído.
- Distância da viagem do visitante: piorou levemente as previsões.
- Ajuste de placares baixos (Dixon-Coles), que corrige 0×0 e 1×1: sem ganho na Série A, nem no resultado nem no placar exato.
- Histórico de confronto direto: não entrou. A força atual dos dois times já carrega o que esse histórico teria de informação.
- Ruído constante, um sorteio fixo por time em vez de uma oscilação que cresce com o tempo: calibrou a dispersão dos pontos quase tão bem, mas piorou mais a previsão dos jogos próximos. Ficou a oscilação que cresce com a distância.
Sensibilidade
Limitações
- O modelo não sabe de lesões, suspensões, trocas de técnico nem de times que poupam titulares por causa de outras competições. A oscilação de força cobre esses eventos só de forma estatística, sem saber qual time será afetado.
- O xG de 2026 vem de uma única fonte agregada, sem metodologia publicada. Os totais de gols dessa fonte batem com os oficiais, mas o ganho do xG foi medido com o xG da Opta de temporadas passadas, não com essa fonte. O valor de mercado não pôde ser testado no backtest.
- Jogos adiados ainda sem data entram numa semana estimada. Mudanças de data só afetam a oscilação de força.
- Desempate simulado: pontos, vitórias, saldo e gols marcados. Depois disso, sorteio. Confronto direto e cartões não são simulados; empates nesses quatro critérios são raríssimos.
- Probabilidade é diagnóstico do momento, não previsão certa. Eventos de 40% acontecem quase metade das vezes.
Fontes dos dados
- Jogos de 2003 a 2024: Brasileirao_Dataset (GitHub).
- Jogos de 2025 e calendário de 2026: openfootball (GitHub).
- Resultados a partir de outubro de 2026: GolMates, conferidos com o Valor Final e com a imprensa esportiva (Gazeta Esportiva, Placar, Metrópoles, VAVEL).
- Tabela de conferência: Valor Final. A tabela reconstruída bateu em pontos, jogos, vitórias, empates, derrotas e gols dos 20 times.
- xG da temporada: oddsfutebol.com, .
- xG jogo a jogo de 2019 a 2025, usado só na validação: Opta via FBref, compilado no worldfootballR_data (GitHub).
- Valor de mercado dos elencos: Transfermarkt, via Exame (05/10/2026).